quarta-feira, 30 de maio de 2012

Após a Tempestade-Capítulo 41

Por alguns momentos Aline ficou olhando para Marina sem lhe dizer nada, enquanto Paula a observava fixamente como se estivesse exigindo dela uma resposta.De _repente Marina Perguntou:
-E aí, posso dar seu telefone a ela?
Aline continuou olhando para ela e pensou em silencio:
Não ha mal nenhum em dar meu telefone a ela, afinal nós éramos apenas amigas e éramos tão meninas!
Então nesse momento Aline respondeu:
-Claro que pode dar meu telefone a ela,não tem problema.
Nesse momento Paula olhou ao redor, sua vontade era colocar Marina para fora do apartamento,mas Aline estava ali dando toda a atenção a ela, então Paula decidiu que depois elas conversariam a sós.
Marina ficou eufórica e disse:
-Aline, ela vai adorar, vai ficar muito feliz, você não imagina.
Aline disse:
-Que bom.
Marina  então disse que queria sair um pouco, curtir a cidade, Paula adorou sua ideia e disse que ela devia mesmo tentar se divertir, afinal ficar trancada no apartamento não seria nenhuma diversão.Paula estava louca pra que Marina saísse logo dali, ela estava se segurando para não lhe falar umas poucas e boas e Aline já havia percebido seu desconforto, mas ela não podia fazer muita coisa, afinal Marina disse que seriam poucos dias.
Depois que ela saiu, Paula foi conversar com Aline, ela estava furiosa, dava pra perceber a raiva em seus olhos:
Paula perguntou:
-Aline, que história é essa de sair dando o nosso telefone pra todo mundo?
Aline disse:
-Paula, é só uma amiga dos tempos do colégio.
-Não me interessa, essa mulher mal chegou e já está conseguindo me irritar,onde você estava com a cabeça de receber em nossa casa uma pessoa que não para de falar um segundo?Me responda.
Aline olhou para ela e disse:
-Ela não é uma estranha, nós estudamos juntas.
-Sim, mas você não encontra essa moça há nos, muita coisa mudou Aline, você não sabe o que essa mulher realmente faz hoje em dia, que tipo de vida ela leva e fica trazendo essa gente pra cá.
Aline insistiu em dizer:
-Ela já me falou tudo sobre a vida dela e essa história de ficar falando o tempo todo, ela sempre foi assim, pra mim isso não é novidade.
Paula continuou:
-Pelo que estou percebendo você está adorando a passagem dessa moça por aqui não é mesmo?
Aline se espantou e a olhou firmemente perguntando:
-O que você está dizendo?
-Que você está adorando a passagem dela por aqui.
Aline falou:
-Já entendi, você está com ciumes.
Paula disse;
-Você está sendo muito convencida, eu estou com raiva dessa mulherzinha sem graça, além disso, você nunca me falou dessa tal Clarisse, quem é ela?
Aline respondeu com a voz firme:
-Apenas uma amiga do colégio, você ouviu Marina e eu falando sobre isso.Paula para de me olhar dessa maneira porque nós éramos duas meninas, apenas amizade existia entre nós.Aliás , a Clarisse era muito namoradeira, estava sempre  acompanhada de um menino muito bonito e simpático e até onde eu sei, ela sempre preferiu estar ao lado de um rapaz.
Paula perguntou:
-E como você sabe disso?Alguém te falou?
-Ninguém falou,  eu sempre vi a Clarisse com meninos, e vamos deixar essa conversa pra lá, não tem nada a ver, vamos parar com isso.
Paula continuou;
-Mas você nunca me falou que vocês eram tão amigas assim e estavam sempre juntas.
Aline olhando através da janela respondeu:
-Não havia necessidade de falar sobre isso, porque sempre foi apenas amizade, nada além disso,não vamos mais falar sobre isso não,por favor, não vamos brigar amor, eu não quero discutir com você por coisas sem sentido, não fica encucada com as coisas que a Marina diz, ela sempre foi um pouco doidinha.
Nesse momento Paula olha fixamente nos olhos de Aline e elas se abraçaram.
Aline perguntou:
-Vamos sair?






terça-feira, 15 de maio de 2012

Após a Tempestade-Capítulo 40

Paula e Aline agora estavam tendo uma vida tranquila,saíam juntas para o trabalho, iam para a faculdade e se divertiam muito.Algumas vezes Paula ouvia alguns comentários de pessoas falando a respeito de seu pai e de seu inconformismo com aquela situação, isso a entristecia mas não a incomodava mais.
Paula havia sido promovida no jornal e agora assinava duas colunas importantes e seus textos continuavam a seu muito lidos.Aline não cansava de lhe tecer elogios.
Enquanto não terminavam a faculdade o plano de terem o seu próprio apartamento ia sendo adiado, mas havia muita felicidade e Aline dizia que deviam ser cautelosas e comprar o apartamento somente depois que já estivessem formadas.
Havia muita felicidade entre as duas, elas tiveram a coragem de enfrentar o preconceito e estavam muito felizes e  era isso o que realmente importava .Elas estavam cheias de planos mas isso seria feito aos poucos.
Paula ainda estava muito triste com a situação entre ela e seu pai, mas sabia que tinha que superar tudo isso, resolveu esperar o tempo passar, somente o tempo poderia mudar aquela situação.
Paula nunca foi muito ciumenta até o dia em que Marina amiga de Aline dos tempos do colégio resolveu passar uns dias na cidade  e ligou para Aline perguntando se podia ficar em sua casa, seriam poucos dias e Aline disse que ela poderia ir sem nenhum problema.Até aí tudo bem, nada de errado com isso, mas quando a tal amiga chegou já foi fazendo muito barulho no apartamento.Paula como sempre foi uma pessoa tranquila, não disse nada, mas era evidente que ela não havia gostado, mas mesmo assim ficou quieta já que a moça ficaria apenas alguns dias.Acontece que Marina apesar de não ser uma mulher linda, era muito extrovertida e tinha facilidade para se relacionar com as demais pessoas, não ficava um minuto sequer sem falar algo, sempre tinha alguma coisa para contar, coisas até um tanto engraçadas,Paula só não sabia se tudo o que ela falava era verdade.
Quando Marina soube que Paula e Aline eram namoradas foi logo dizendo em tom de ironia:
-Quem diria hein Aline, naquela época de colégio você com aquele seu jeito faceiro.bem que eu percebia que você olhava muito para as outras meninas,principalmente pra Clarice.É ou não é verdade?
Aline olhou para ela com os olhos espantados, ela estava surpresa nem se lembrava mais dessa tal Clarice e após alguns segundos ela disse:
-Clarice?
Marina respondeu:
-Sim, a Clarice aquela bonitona que tinha um corpo escultural,vocês sempre iam aos jogos colegiais juntas, eu a encontrei semana passada, ela trabalha com moda,faz o maior sucesso, lembra dela?
Paula olhava para Aline e a fitava friamente.Aline tentou dizer que havia se lembrado, mas Marina a interrompeu dizendo:
-Eu falo sempre com ela , ela toca muito no seu nome, diz que nunca esqueceu a amizade de vocês duas, ela vai adorar saber que eu a encontrei.Posso dar seu telefone a ela?





domingo, 29 de abril de 2012

Após a Tempestade-Capítulo 39

Agora Paula e Aline estavam começando a compartilhar uma nova vida, elas estavam morando juntas e começaram a fazer alguns ajustes com relação às despesas da casa que agora seriam divididas entre as duas.Paula tinha o seu trabalho e gostava muito do que fazia,Aline estava na mesma situação.Assim tudo seria mais fácil, agora elas formavam um casal, saíam sempre juntas nos finais de semana,e iam juntas para a faculdade, enfim estavam tendo uma vida em comum.
Paula sempre ligava para sua mãe para saber como ela estava e sempre perguntava por seu pai, queria saber se ele estava bem,apesar de tudo o que havia acontecido ela o amava,ele era seu pai e isso não ia mudar nunca.Por várias vezes ela parou de frente ao trabalho dele para vê-lo de longe,ela não tinha coragem de se aproximar pois temia a sua reação.Paula ficava lembrando das últimas palavras do pai e sentia muita tristeza ao se recordar de tudo isso.
E assim a vida ia seguindo,Paula sentia muitas saudades dele, mas estava feliz ao lado de Aline, as duas estavam cada vez mais envolvidas e apaixonadas.Aline sentia muitos ciúmes dela e ficava se mordendo quando via algum rapaz ou outra moça assediando-a.
Aline sempre gostou de sair e Paula já era mais tranquila, mas as duas formavam um belo casal , estavam sempre juntas.
Débora, prima de Aline estava comemorando sua formatura e convidou as duas para irem à festa,durante o baile um rapaz muito simpático convidou Paula para dançar o que acabou provocando os ciúmes de Aline.Ao chegar em casa Aline falou:
-Você pensa que eu não vi a maneira como ele te olhou?
Paula respondeu:
-Você é louca,foi um olhar normal, eu não pensei que você pudesse ficar  tão irritada com isso, não aconteceu nada.
Aline falou:
-Mas você sabe como eu tenho ciúmes,eu fico louca quando vejo que você está dando atenção pra alguém,mas eu sei que eu preciso aprender a controlar isso.
Paula respondeu:
-Ainda bem que você sabe que precisa controlar o seu ciúme porque foi só uma dança..
Aline continuou:
-Eu sei amor,eu não quero e  não vou  brigar com você por causa disso, aquele rapaz pode ser simpático, bonito e pode até ter dançado com você, mas quem tem você sou eu, e é nos meus braços que você vai dormir.
Paula olhou para ela fixamente, sorriu e depois disse:
-Ainda bem porque é nos seus braços que eu vou me envolver.




sábado, 21 de abril de 2012

Após a Tempestade-Capítulo 38

Paula saiu em silencio, ela sabia que seria melhor não se despedir de seu pai pois ele estava muito revoltado.Em silencio ela pensava :
-Quem sabe um dia, ele possa  aceitar a situação e ver que eu só quero ser feliz.É a minha vida.
 Paula estava cansada de fazer somente o que ele queria, agora era a hora de ser feliz, de ficar em paz consigo mesma.
À caminho da casa de Aline ela ia pensando em todas as vezes em que desejou que tudo fosse diferente, que as coisas pudessem ser melhores entre eles, mas agora ela sabia que só restava esperar que o tempo o fizesse ser uma pessoa menos intolerante e que respeitasse a decisão dela.
Quando chegou à casa de Aline, ela a esperava com os braços abertos, mas isso não a impediu de repreender Paula:
-Por que você não ligou que eu iria te buscar?
Paula respondeu:
-Não precisava , além disso eu já estou aqui.
Aline falou sorrindo:
-Que bom que você está aqui, durante muito tempo eu  pensei que esse dia nunca chegaria.
Paula olhou ao redor e disse:
-Mas chegou, eu disse pra você acreditar e confiar em mim, confiar no meu amor,e eu sei que muitas vezes você não confiou.
Aline falou com os olhos fixos em Paula.
-Não é bem assim, é que eu sempre pensei que você não fosse ter coragem de assumir a sua condição e vir morar comigo, mas agora você me surpreendeu, eu sempre tive muito medo de você voltar atrás e não enfrentar a situação.
Paula sorriu e disse calmamente:
-Mas como você pode ver você se enganou, e agora tudo que eu quero é pode começar uma vida nova, de maneira mais livre porque eu acho que antes eu estava aprisionada ao medo, à angústia e ao meu próprio preconceito porque antes eu não aceitava isso,mas o amor mudou tudo em mim.Quando me apaixonei por você percebi que era o seu amor que eu queria, que isso me fazia muito bem, você me faz sentir muito bem, sou uma pessoa realizada, uma mulher livre e feliz.
Aline disse:
-Que bom que eu te faço bem, porque você também me faz sentir muito bem, seu amor me faz feliz,me sinto completa, não que antes eu me sentisse incompleta, mas porque você deu sentido à minha vida, me fez acreditar no amor e acreditar que é possível enfrentar essa situação com calma e sem perder o respeito das pessoas que são importantes para nós.
Paula olhou para ela e as duas se abraçaram.Aline falou:
-Seja bem vinda meu amor, aqui agora é a sua casa, a nossa casa.Eu te amo muito.
Paula disse:
-Eu também te amo muito.




segunda-feira, 2 de abril de 2012

Após a Tempestade-Capítulo 37

Paula decidiu que havia chegado a hora de sair da casa de seus pais, aquela conversa com seu pai era decisiva, agora ela queria o mais rápido possível sair dali e ir viver sua vida pois, daquela maneira a situação ficou insustentável, a única coisa que ela realmente sentia era ter que ficar longe de sua mãe, já que seu pai a havia expulsado de casa ela não sabia se poderia vir visitá-la, não sabia se ele aceitaria.Paula estava saindo de casa com um aperto no coração por ter q sair dali naquela condição, mas não tinha outro jeito, além disso, Aline a esperava com o coração aberto isso é que era importante, poder contar com ela em qualquer momento.Seus olhos brilharam quando ela pensou em Aline e só de imaginar que agora dividiriam o mesmo teto e compartilhariam tudo.Se por um lado havia a tristeza em ter que sair de sua casa naquela condição, por outro lado tinha a alegria por saber que estaria ao lado do amor de sua vida, da pessoa que ela amava, Aline era o seu amor, ela estava esperando-a.Paula começou a arrumar suas coisas e fazer suas malas, em seu pensamento estava o olhar de sua mãe sempre meigo, atencioso e cheio de carinho, Paula sabia que sua mãe também não achava aquela situação muito legal, mas também ignorava tudo e não falava sobre o assunto,talvez assim fosse melhor.
Calmamente Paula se aprontou e foi conversar com sua mãe, ela estava sentada em uma velha cadeira a admirar as flores do jardim, seu olhar era feito de silencio apenas, dava pra perceber que estava sofrendo.Paula aproximou-se e disse:
-Mãe, eu sei que essa situação é bem diferente de tudo o que a senhora sonhou e desejou pra mim, mas as coisas nem sempre são como a gente deseja que sejam, eu só quero sair daqui em paz.
Ela olhou para o alto e não disse nada.Paula continuou;
-A Senhora sabe que eu a amo, é minha mãe querida e amada e vai ser sempre, me desculpe se não pude ser tudo o que a senhora desejou, mas saiba que eu a amo muito.
Ela ficou em silencio por alguns segundos, depois disse:
-Eu também a amo muito e não fique se explicando, a vida é assim, ela não é apenas do jeito que a desejamos, a vida caminha sempre para a frente, essa é a ordem natural das coisas, eu só não queria que você e o seu pai brigassem, mas já que não deu pra evitar, fique tranquila, se tem que ser assim, assim será.O seu pai sempre foi muito ignorante e rude, mas ele é uma pessoa e eu sou outra.
Paula falou em seguida:
-Eu sei que é difícil para a Senhora, mas eu só quero a sua benção.
Ela olhou para a filha e depois falou:
-Fique tranquila minha filha, é claro que você tem a minha benção,  tudo o que seu pai está fazendo, eu penso que um dia tem que mudar ou quem sabe isso nunca mude, sei lá, só Deus pode saber.
-É minha mãe, eu não sei se um dia isso vai mudar, mas tomara que sim, esse preconceito bobo tem que acabar.
Em seguida as duas se abraçaram,as lágrimas de ambas escorreram por suas faces e se misturaram.Paula enxugou os olhos de sua mãe , em seguida pegou suas malas e saiu.Uma nova vida a esperava lá fora.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Após a Tempestade-Capítulo 36

Ao ouvir as palavras de Aline ao telefone, Paula sentiu um grande alívio, na verdade ela estava mesmo com medo de que Aline a abandonasse e nesse momento, talvez ela própria não tivesse ideia do verdadeiro amor que Aline sentia por ela, mas após essa conversa ela se sentiu muito mais tranquila e aliviada, agora era o momento de fazer uma mudança total em sua vida, havia chegado a hora, Paula sabia que Aline estaria ao seu lado e isso lhe dava muita calma e entusiamo.
Porém, ao mesmo tempo em que se sentia bem, havia também uma tristeza em ter que deixar sua casa naquelas condições, ela não queria que as coisas fossem assim mas não havia nada mais que ela pudesse fazer, ela precisava ser feliz, seu pai precisava entender isso, ela tinha esse direito.
Paula por alguns minutos pensou nos momentos em que ela tentou fugir de si mesma acreditando que isso seria possível e se escondia atrás de suas próprias vontades e desejos, deixando de buscar sua felicidade para viver apenas a vida dos outros, havia sido assim durante muito tempo numa época em que para ela satisfazer as vontades das outras pessoas era mais importante, mas agora era diferente, ela estava decidida a ser ela mesma, a ser dona de suas próprias vontades.
Paula olhou pela janela de seu quarto e viu lá fora um grupo de meninas que passava à caminho da escola, todas muito bem penteadas e enfeitadas como princesinhas, assim como tantas vezes sua mãe a havia vestido também, como se estivesse desejando que ela pudesse encontrar  um castelo e que o seu príncipe a estivesse esperando, como se o castelo e o príncipe existissem.
Mas não, eles não existiam, não havia o castelo e nem o príncipe que seus pais haviam sonhado, mas havia para Paula a promessa de felicidade que ela tanto desejava e merecia, ela seria feliz, ela já era feliz, mesmo não atendendo aos padrões que a sociedade lhe havia imposto, mas sim, atendendo aos sentimentos de seu próprio coração, sentimentos esses que agora já faziam parte de sua vida  ela queria mais que tudo poder viver esses sentimentos sem culpa, sem cobrança, ela queria vivê-los como todas as outras pessoas vivem, com liberdade, com igualdade, sem receios, era assim que ela desejava viver de agora em diante e ela já havia dado o primeiro passo, e enquanto observava as meninas passarem na rua ela pensou em quantos momentos felizes poderia  deixar de viver se não assumisse sua condição.
Pensando na felicidade que havia encontrado e agradecendo pela coragem de enfrentar o preconceito de seu pai, Paula suspirou aliviada, afinal esse seria o seu momento de encarar tudo, de ser feliz e de abraçar a vida, porque a vida estava sorrindo para ela, a vida havia lhe dado a chance de encontrar alguém tão especial como Aline, que a amava, a tratava bem, elas eram companheiras e estavam juntas, era isso que importava, então Paula resolveu receber sua nova vida de braços abertos, porque assim ela poderia sentir o amor lhe abraçar como se ele dissesse ao seu ouvido:
-Eu estou aqui e vou lhe proteger e aconchegar, eu sou a força que você precisa para seguir em frente e eu não te deixarei desistir.
Nesse momento Paula sentiu uma onda de calor percorrer seu corpo, como se fosse um sinal de que ela estava se tornando mais forte e que o amor estava ali. Calmamente,ela fechou a janela do quarto,abriu o guarda-roupas, olhou-se no espelho que havia no lado interno de uma das portas e disse para si mesma:
-Essa sou eu,  a Paula que ninguém mais irá manipular, a Paula que precisa e que vai ser feliz.




sábado, 17 de março de 2012

Após a Tempestade-Capítulo 35

Após essa discussão com seu pai Paula ficou muito chateada, essa situação a deixou triste porque ela não queria que fosse assim, mas o que fazer se essa era a maneira dele pensar sobre o assunto?Ele não mudava, muito pelo contrário, insistia em dizer que Paula devia parar com tudo isso  e arrumar um namorado.O que fazer se ele não aceitava?Não havia nada que ela poderia fazer.
Durante um bom tempo Paula ficou sentada em sua cama lembrando da discussão com ele e como ela desejou que as coisas fossem diferentes.Ela não queria aquele clima pesado dentro de casa, ela queria que tudo estivesse bem.Ma não, nada estava bem, e agora depois daquela discussão as coisas entre eles pioraram, ele havia sido muito rude com ela.
Paula ainda podia ouvir as palavras frias que haviam marcado tanto dentro dela, mas agora ele tinha expulsado-a de casa, o que ela tanto temia que acontecesse acabou acontecendo, e agora só lhe restava sair de casa e ir de encontro a sua nova vida, ela estava se encontrando finalmente, havia agora a promessa de uma vida mais feliz e completa, sem os velhos medos, os velhos receios, somente a esperança agora é que teriam lugar em seu coração, a esperança de uma vida feliz como todas as outras pessoas, finalmente agora ela estava de volta à vida, como se estivesse a olhar para um novo amanhecer,como se estivesse a admirar o sol no horizonte, e onde ela tivesse que ir o amor estaria ali a lhe mostrar o caminho mais seguro e ela se sentiria forte e seria feliz.Em seus olhos agora brilhava uma luz diferente, mais nítida, mais intensa, era essa luz que estava dando brilho à ela,Paula já não se sentia como aquela menina medrosa, tímida , de quem lhe roubavam os sonhos e a coragem, como um livro que havia sido aberto, agora o seu coração estava se sentindo livre, porém, cauteloso e mais forte, muito mais forte.
Ela começou a pensar em Aline e lembrou-se de que ela havia dito que se o seu pai lhe expulsasse que ela poderia ir para sua casa, e Paula confiava nisso, ela confiava em Aline, ela sabia que não iria se decepcionar, Aline estaria esperando-a de braços e coração aberto e ela mais uma vez se sentiria  a mulher mais amada.Paula sabia que o amor das duas era muito forte, por isso ela se sentia forte também e sem recear mais nada ela ligou para Aline, precisavam conversar logo, ela precisava sair da casa de seus pais, já que havia sido expulsa.
Ao atender o telefone, Aline percebeu que a voz de Paula estava agitada e logo perguntou?
-O que houve amor? Você parece nervosa, o que aconteceu?
Paula respondeu com a voz embargada, as lágrimas passeando em seu rosto:
-Amor, preciso de você, preciso muito, estou desesperada.
-Mas me diga o que houve, estou preocupada.
Com as lágrimas escorrendo em seu rosto, Paula começou a falar , sua voz estava fraca e ela chorava.
-Aline, meu pai me expulsou de casa, não tenho para onde ir.
Aline falou em tom de surpresa:
-Como assim não tem para onde ir?Eu não lhe disse que você poderia vir pra cá?Vamos morar juntas, é tudo o que eu quero há muito tempo.
Paula disse:
-É que eu tive muito medo de você mudar de ideia e eu não ter para onde ir.
Aline falou com a voz mais firme:
-Você é louca pra pensar que eu mudaria de ideia, eu quero você comigo, você é meu amor, minha namorada, a mulher que eu amo.Como eu poderia lhe abandonar, se te quero ao meu lado?
Nesse momento Paula respirou profundamente, Aline pode ouvir sua respiração de alívio e disse ao seu ouvido:
-Venha amor, não tenha medo, eu estou te esperando.




Capítulo 61- As mães de Pedro

 Passada uma semana o advogado ligou para Aline avisando a ela que havia sido concedida a ela a guarda definitiva de Pedro. Ela ficou radian...